Plano Nacional de Banda Larga

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O modelo de gestão do Plano Nacional de Banda Larga que seria definido hoje, foi adiado para que Lula tenha mais tempo para analisar os modelos disponíveis. Mas, calma, apesar de ter atrasado a decisão, Lula deverá anunciar logo mais  o que será feito já que espera usar o programa como argumento a favor de seu governo durante as eleições do ano que vem

O objetivo do projeto é fazer com que o acesso à internet chegue a localidades onde as operadoras não têm interesse comercial. Com este projeto a população de baixa renda terá acesso à internet em banda larga, ou seja, a tão falada inclusão digital. A meta é conectar  50% dos domicílios brasileiros permitindo o acesso de casa a mais de 90 milhões de brasileiros, além daqueles pode podem usar a web no trabalho, em escolas e centros públicos. De acordo com o Ministério das Comunicações, apenas 17,8% dos domicílios têm acesso à web hoje em dia.

O que falta ser decidido é como será a gestão desta rede, que terá  investimentos de R$ 75 bilhões até 2014. Existem no momento, três planos para gestão dela: um modelo estatal, outro privado e um de gestão mista.

Saiba os pontos positivos e negativos de cada gestão:

Estatal

Ponto a favor: O governo terá total liberdade para definir preços e usar sua rede com finalidades sociais, além de pressionar as teles privadas a melhorar seus serviços para não perder clientes para a Telebrás.

Ponto negativo: Concentra todos os investimentos no poder público e há o risco de o modelo estatal não ser o mais eficiente para atender os consumidores.

Privada

Ponto a favor: Permite atrair investimentos privados e entrega a gestão às companhias que já têm expertise no setor.

Ponto negativo: Não aumenta a competição no setor e não garante preços baixos pelo serviço, já que as teles teriam liberdade para definir seus preços.

Misto

Ponto a favor: O modelo criaria milhares de novos concorrentes no setor de banda larga para competir com as empresas tradicionais.

Ponto negativo: Não agrada aos interesses das teles e concentraria todos os investimentos em infraestrutura no setor público.

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Popularização da banda larga

Business network

E a inclusão digital no Brasil continua, o governador de São Paulo José Serra, anunciou ontem pelo Twitter que criou um programa de banda larga popular, para que todos tenham acesso rápido e barato à internet. .

Serra tirou a cobrança de ICMS de empresas de banda larga que ofereçam conexões com velocidade entre 200 Kbps e 1 Mbps pelo valor máximo de R$ 29,80. O governo optou por isentar de impostos apenas os pacotes populares. Assim, quem assina serviços de 2 Mbps, 4 Mbps ou 10 Mbps, continuará recolhendo ICMS normalmente

A medida pretende atrair novos usuários para o consumo de banda larga e não deverá motivar quem já tem conexões de mais de 1 Mbps a baixar sua velocidade para pagar menos.

A inclusão digital, apesar de muito criticada, dá a oportunidade de plena cidadania para o usuário além de promover a educação.

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